

Nunca vi uma eleição com tanto chororô por conta de dinheiro. Faltam menos de três meses para o pleito, e muitas pretensas candidaturas alegam que ainda não conseguiram o dindim para montar suas equipes de comunicação para a campanha.
Outras querem pagar pouquinho e concentrar o trabalho que deveria estar sendo feito há meses em exaustivos 45 dias, o que vai acabar fazendo muita gente boa de serviço pular fora. E ainda vale lembrar da sensação de calote iminente.
Em outras eleições, já estaria tudo rodando há muito tempo. As teorias são diversas: a grande dispersão de atenção por conta da Copa do Mundo, as incertezas econômicas, os financiadores de sempre terem ido para o xilindró ou os que não foram estarem com medo de ir...
As "quase campanhas" estão bisonhas, sem identidade alguma, requentando fórmulas que nem deram certo antes e apostando no cansativo despejar de desinformação, cortes obtusos, falsos podcasts, dancinhas cretinas, pongas em eventos e memes de redes sociais. Tudo temperado com muita IA, é claro.
Curiosamente, no meio disso tudo, também nunca vi tantos eventos sobre marketing político. Os marqueteiros estão fazendo de tudo para vender seus peixes e salvar o caixa. O interessante é que notei que plateia e palestrantes acabam se confundindo.
Os que já estão atuando aproveitam para dourar a pílula e mostrar o quanto são megafodásticos, que estão atualizados sobre tudo e continuam geniais, querendo vender certezas em um contexto no qual parece imperar a incerteza.